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Demorou uma década para que os Skids voltassem a gravar.
10 fev 2018 • 00:30
Fernando Sobral
O rock tem muitas décadas. E a sua história está repleta de grupos que foram importantes em determinada era mas que, depois, devido às implacáveis leis da natureza, desapareceram. Mas, de vez em quando, alguns deles renascem das cinzas.

É o caso dos Skids, uma das bandas relevantes do que muitos consideram o pós-Punk britânico. O seu som tinha a energia sónica dos grupos Punk, e o seu estilo era de confronto "contra o sistema". Só que os Skids estavam fartos dos acordes pobres dos grupos Punk e procuraram criar canções mais elaboradas, ainda que repletas de força. O seu grande disco, "The Absolute Game" é de 1980 e serviu para que o guitarrista Stuart Adamson partisse para formar o seu projecto Big Country.

E Richard Jobson e Russell Webb acabaram também por partir para formar os Armory Show. Em 1982 o grupo dissolveu-se. O grupo viria a tocar em 2007, sob a batuta de Jobson, para comemorar os 30 anos de actividade e para homenagear Adamson, que morrera em 2001.

Mas demorou uma década para que os Skids voltassem a gravar um disco. É assim que surge ‘Burning Cities’, um reencontro com os velhos caminhos trilhados no passado, mas onde se acrescenta a influência do rock alternativo mais actual.

O espírito pós-punk está lá, logo no tema de abertura (’This is Our World’), onde o prelúdio de piano serve de referência para o som das guitarras que vem a seguir. ‘One Last Chance’ é um tema emblemático da energia dos Skids do início da década de 80, glorioso e contaminado pelos brilhantes acordes de guitarra.

Um regresso empolgante.
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