Verão do Amor

Os The Doors fazem parte de uma revolução social sem paralelo.
24 jun 2017 • 00:30
Fernando Sobral
Este é o ano de todas as memórias. Os The Doors, por exemplo, celebram os 50 anos da entrada para o primeiro lugar do top de vendas dos EUA de "Light My Fire", uma das canções mais explosivas daquilo que conhecemos como o Verão do Amor. O tema haveria de impulsionar o grupo de Jim Morrison, Ray Manzarek, John Densmore e Robby Krieger para o sucesso. O seu álbum de estreia, desse ano, marcaria o ritmo de uma era. Os The Doors faziam parte de uma revolução social sem paralelo, que incendiou uma América que vivia imersa na guerra do Vietname e queria libertar-se do passado e das suas regras.

Os mais jovens haveriam de ir comemorar o seu desejo de liberdade para a zona de São Francisco, muitos deles motivados por uma canção que seria o convite perfeito: "San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)", que John Philips dos The Mamas & the Papas escreveu para o seu amigo Scott McKenzie. Servia para promover o festival de Monterey, que haveria de ser a semente para tudo o que se colheu durante esse Verão do Amor de 1967: música, liberdade sexual, contestação, vida alternativa.

Tudo aquilo que seriam os fundamentos do movimento "hippie". Mas esse ano seria de uma riqueza sem fim a nível musical. Pensemos só nas pérolas que foram os discos dos Beatles, The Doors, Jefferson Airplane ("Surrealistic Pillow"), Pink Floyd ("The Piper at the Gates of Dawn"), The Byrds ("Younger Than Yesterday"), The Rolling Stones, The Velvet Underground ("The Velvet Underground & Nico"), ou The Jimi Hendrix Experience ("Are You Experienced?"). Um Verão de amor e de ouro.
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