O Sporting venceu este domingo o Moreirense e iniciou o ataque ao terceiro lugar da Liga, ficando agora a apenas um ponto do Famalicão.
Silas mexeu na equipa. Voltou a dar a titularidade a Maximiano e relegou Luiz Phellype para o banco, colocando Jesé a ponta de lança. É certo que para este Sporting tudo parece ser feito em esforço e sem rotinas, mas também é verdade que os leões tiveram sempre o jogo controlado.
E tudo podia ter sido mais fácil, se o golo apontado por Bolasie (12’) não tivesse sido anulado por um fora-de-jogo de Borja por... 14 centímetros.
O Moreirense não veio a Alvalade para prestar vassalagem e Luther Singh, o mais perigoso, obrigou Maximiano a defesa difícil para canto.
O Sporting perdia-se em toques e toquezinhos. Sem um ponta de lança existiu muita cerimónia na hora do remate. Jesé teve várias ocasiões, Bruno Fernandes abusou da longa distância e Bolasie confirmou qualidades no ataque.
Na etapa complementar, os leões mantiveram o domínio. Mas foram ainda mais perigosos. Mathieu, num dos poucos livres que Bruno Fernandes o deixou marcar, atirou com estrondo ao poste. Pasinato já estava batido.
Com a falta do golo, Alvalade começou a enervar-se. Silas lançou Luiz Phellype. E o brasileiro não precisou de muito tempo para marcar.
Avisou com um remate fraco à figura e resolveu a partida com um cabeceamento na zona de penálti, após um cruzamento bem medido por Mathieu. O resultado é melhor do que a exibição, mas é claramente justo. Além disso, ajuda a apaziguar o ambiente em Alvalade.
"São muitos remates para apenas um golo" "Controlámos totalmente o jogo. Tivemos muitas ocasiões. São muitos remates para apenas um golo. Foi provavelmente um dos nossos melhores jogos, sexta vitória em casa", disse ontem Silas, reconhecendo que não há intocáveis na baliza (Maximiano e Renan).