O fenómeno e as histórias

A cumprir 25 anos de existência, o festival Paredes de Coura é porventura um ‘case study’ dentro do fenómeno dos festivais de música.
11 ago 2018 • 00:30
Miguel Azevedo
A cumprir 25 anos de existência, o festival Paredes de Coura é porventura um ‘case study’ dentro do fenómeno dos festivais de música. Conseguiu virar as atenções para o Interior do País sem se deslocar, já é considerado um dos dez melhores festivais do velho continente, é talvez o único que permite às autoridades policiais e à Cruz Vermelha encerrarem as suas folhas de serviço com zero ocorrências e, rezam os relatos, os artistas que por lá passam não só prometem voltar como voltam mesmo. 

É o caso, por exemplo, dos Arcade Fire, eles que a primeira vez que foram ao Paredes de Coura apareceram na tenda VIP a venderem os próprios discos. Reconhecido por ter apresentado pela primeira vez em Portugal bandas que vieram a conquistar o estatuto de fenómenos da música como Queens of the Stone Age, Coldplay, M.I.A., Flaming Lips, The Kills, Yeah Yeah Yeahs, LCD Soundsystem ou The National, muitas são as histórias para contar. 

Em 2012, por exemplo, os Kings of Convenience decidiram misturar-se com o ‘povo’ e aparecer em tronco nu nas águas do Tabuão a bordo de um bote de borracha a tocar guitarra. Um dos episódios muito pouco relatados, mas ainda hoje muito comentado por quem esteve pelos bastidores na edição de 2005, foi quando Vicente Gallo tentou seduzir Juliette Lewis e a convidou para dormir consigo naquela noite. 

Nesse ano, Rick Wilson, dos Kaiser Chiefs, partiu o pé em pleno palco ao protagonizar um salto mais acrobático. Insólita foi a situação vivida pelos Tindersticks em 1997 quando chegaram à unidade de turismo rural que lhes estava destinada e não encontraram camas para todos. Foram os elementos da organização que tiverem de ir às suas próprias casas buscar os colchões das suas camas para aumentar a capacidade de alojamento.
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