Quando Amália era o que era

Alberto Janes apareceu com fados e tornou-se num dos mais profícuos parceiros de Amália Rodrigues.
28 jul 2018 • 00:30
Miguel Azevedo
Reza a história que quando, no início de 1952, Alberto Janes, um farmacêutico de Reguengos de Monsaraz que compunha e escrevia versos desde a juventude, conheceu Amália Rodrigues, se prontificou logo a levar-lhe um fado novo, no espaço de uma semana.

Na altura, Janes, que tinha conhecido a diva do fado por intermédio de um amigo em comum, achava que Amália precisava de um repertório mais vasto. E assim apareceu na semana seguinte, só, com um dos maiores sucessos de sempre de Amália, ‘Foi Deus’, fado que as pessoas mais próximas da fadista até a terão desaconselhado a gravar por não ser suficientemente bom.

Depois disso, Alberto Janes apareceu com outros fados e tornou-se num dos mais profícuos parceiros de Amália Rodrigues. Alguns desses fados surgem agora numa nova recolha de gravações de Amália intitulada ‘É ou Não?’, ele próprio o nome de um dos fados escrito por Alberto Janes. O disco triplo abre mesmo com um EP de 1968 nunca antes publicado, todo ele com versões inéditas de cantigas de Janes. Para além do próprio ‘É ou Não é’, ouvem-se também ‘Lá na Minha Aldeia’, ‘Vai de Roda Agora’ e a ‘Rita Yé Yé’.

Mas a nova recolha de Amália inclui muitas outras gravações autónomas feitas pela fadista fora das sessões de estúdio que visavam as gravações dos LP’s. Aqui contam-se sobretudo as gravações em 45 rpm registadas entre 1968 e 1975. São 69 faixas, onde se incluem ainda ensaios inéditos e gravações ao vivo de 1969.

Amália para ouvir como ela era...
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