Só música não é canção

O Festival da Canção encheu-se de coragem e renovou-se.
04 fev 2017 • 00:30
Miguel Azevedo
Renovado... O Festival da Canção encheu-se de coragem e renovou-se. À medida que, nas últimas semanas, foram sendo anunciados autores, cantores e compositores, aumentou a curiosidade (pelo menos a minha).

Durante muito tempo, o Festival da Canção subestimou-se, perdeu interesse e graça, por ventura feito por gente com pouca inspiração para a ‘coisa’. Digo mais: houve anos em que se inventaram novas soluções e formatos e em que quase se feria de morte a própria memória do concurso e se desprestigiava muitos dos que lhe emprestaram o seu nome com quase sentido de missão.

A verdade é que, com o tempo, o Festival da Canção (pelo menos por cá) tornou-se apenas num festival de música, sem expressão dentro e fora do País (chegou a fazer-se um estudo científico para perceber que imagem Portugal passava para o estrangeiro com o Festival da Canção). A verdade é que as canções perderam-se. Nos últimos anos muita gente terá andado distraída e não deu conta de que, entretanto, a música portuguesa mudou. Hoje há canções novas em Portugal,  feita por novos (não só, mas também) autores e compositores, sem vícios, sem preconceitos e sem medos, cantada por novos intérpretes que é preciso mostrar. 

Não acredito que não exista uma única pessoa que não esteja empolgada para ver no que poderá resultar as parcerias de Noiserv com Inês Sousa (Julie and the Carjackers), de Pedro da Silva Martins (Deolinda) com  Lena d’Água, dos irmãos Luisa e Salvador Sobral, dos também irmãos Rita Redshoes e Senhor Vulcão, de Héber Marques (HMB) e Rui Drummond, de Samuel Úria com Golden Slumbers ou pensar no que têm para dar compositores como João Pedro Coimbra (Mesa), Tóli César Machado (GNR), Nuno Gonçalves (The Gift) ou Márcia. Para ouvir dias 19 e 26 de fevereiro.
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