Sob o signo do número sete

Sob o signo do sete, a história da música tem assinalado grandes marcos e reservado belas surpresas.
07 jan 2017 • 00:30
Miguel Azevedo
Tal como as artes, que são sete, assim como as maravilhas do Mundo antigo, tal como o número de pecados capitais ou de virtudes, assim como há sete mares ou sete notas musicais, tantas quantas as vidas de um gato ou as colinas de Lisboa, tal como as cores do arco-íris, que são sete, número que representa o Universo para uns e a prosperidade para outros, o ano que agora começa decorre também sob o signo do sete, um número historicamente de grandes desígnios e prenúncios para a música.

Há 30 anos, em 1987, os Guns N’ Roses lançavam ‘Appetite for Destruction’, Madonna iniciava a sua primeira digressão, ‘Who’s That Girl’, e Michael Jackson, já com a pele mais clara, editava ‘Bad’. Foi no ano em que os Pink Floyd gravaram ‘A Momentary Lapse of Reason’ e os U2 ‘Joshua Tree’, em que os Nirvana começaram a dar os primeiros passos e os Green Day e os Alice in Chains se formaram oficialmente.

Por cá os Xutos estoiravam com ‘Circo de Feras’, um dos mais importantes discos da música portuguesa. Há vinte anos, em 97, os Radiohead ofereciam ao mundo essa obra-prima chamada ‘Ok Computer’, os Oasis gravavam ‘Be Here Now’, Bjork afirmava-se com ‘Homogenic’ e os Daft Punk davam o primeiro concerto. Por cá, Amália Rodrigues lançava ‘Segredo’, com gravações inéditas, António Manuel Ribeiro emancipava os UHF e Sérgio Godinho lançava ‘Domingo no Mundo’.

A juntar às efemérides, este ano comemoram-se 50 anos sobre a edição de ‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’ dos Beatles e dos icónicos ‘The Velvet Underground & Nico’, ‘The Doors’ ou ‘Are You Experienced’ de Jimi Hendrix, todos lançados em 67.

Sob o signo do sete, a história da música tem assinalado grandes marcos e reservado belas surpresas. Algumas já vão sendo conhecidas, outras ainda estão fechadas a… sete chaves.
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