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23/09/2016 • 17 H 18

Conta-me Uma História

A vida prega-nos partidas

Cara Margarida: Pensava que a minha história era pouco comum, mas depois de a ter partilhado com várias pessoas, apercebi-me que afinal talvez seja das mais velhas histórias do mundo. E é muito triste. Descobri que o meu namorado é homossexual. Às vezes desconfiava, via pequenos sinais aqui e ali, mas nunca liguei. Vivemos juntos há dois anos porque foi a ordem natural das coisas. O sexo nunca foi espetacular, mas sempre ouvi dizer que nem só de sexo é feita uma relação, e sempre nos demos muito bem em tudo; temos muitos gostos parecidos… eu sou designer e ele é publicitário, por isso existe um mundo em comum. Mas antes do verão rebentou uma bomba na nossa vida, quando cheguei a casa, mais cedo que planeara – vinha de uma reunião de trabalho e apanhei o comboio antes do previsto – o Filipe estava na cama com um tipo que eu nunca tinha visto. Foi horrível. Fiquei três dias quase sem conseguir falar, entrei em choque. Ele pediu desculpa e disse-me que era só uma aventura, mas depois confessou que sempre tinha um lado homossexual. Isso existe? Estou há dois meses à procura de respostas…sinto-me triste e desorientada, não sei o que fazer nem o que pensar. Cristina C. 31 anos, Porto

09/09/2016 • 15 H 35

Conta-me Uma História

O amor de Débora

Há muitos anos que acredito que tudo o que não é dado se perde e tudo o que não é partilhado se esquece com facilidade. Por isso interrompi a minha página de conselhos na FLASH! para partilhar a história da Débora.

04/08/2016 • 11 H 16

Conta-me Uma História

O amor acontece

O meu nome é Maria de Fátima. Há catorze anos não pensaria que a doença de Parkinson me faria uma mulher lutadora e optimista ao ponto de não baixar os braços. Há cerca de oito anos, pensando eu que derivado ao meu problema, não seria capaz de amar ou me sentir amada, enganei-me. Numa viagem de autocarro – o meu marido é motorista de serviço público –, encontrei o homem que faria de mim a mulher que sou hoje, com uma auto-estima em alta e sem medo de encarar os outros quando os sintomas se fazem sentir. Com ele, sei que posso contar para o bem e para o mal, pois se me vê descontrolada, desdobra-se em atenções e carinhos para me poder aliviar o sofrimento. Somos dois num só. Criei a página ‘Jovens com Parkinson’, que me dá força e de certa forma também ajudo os outros. Resumindo, se o amor é cumplicidade, já vão seis anos juntos, com a mesma coragem e o mesmo sorriso que lhe conheci naquela viagem de autocarro. Sou feliz. Fátima Silva, 44 anos, Lisboa

20/07/2016 • 15 H 30

Conta-me Uma História

Dar o litro

Sempre fui habituada a lutar... Lutei desde tenra idade junto com os meus pais (que eram feirantes) por uma vida melhor. Durante as férias da escola, os outros meninos ficavam em casa a ver televisão e eu levantava-me às 4h00 para ir ajudar nas feiras. Aos 19 anos fui para a Universidade e aos 20 anos comprei com o meu namorado (atual marido) uma papelaria... Mais uma vez fui à luta. Pensámos aumentar a família! Seis meses e meio de gravidez e eis que surge uma pré-eclâmpsia que quase me tirou a vida e me fez ter um bebé prematuro! Mais uma luta! Só precisava de saber duas coisas: se vou conseguir um dia baixar os braços e descansar? E se vai correr bem, se irá valer a pena todo este esforço, toda esta luta? Andreia Costa, 29 anos

14/07/2016 • 11 H 37

Conta-me Uma História

Cuidado com o virtual

Tenho 45 anos e vivo uma solidão imposta, que me preocupa cada vez mais, pois já não sou uma jovenzinha. Sou uma mulher independente, bonita e interessante, mas não encontro potenciais namorados, descomprometidos e com um perfil que me suscite interesse, no meu restrito círculo social. Faço a minha vida normalmente, mas sinto pudor em frequentar alguns locais sozinha, pois posso passar uma imagem que não quero. Comecei a pensar seriamente em encontros on-line, pois poderia alargar o meu leque de possibilidades. O preconceito impede-me. O que me aconselha? Anónima

11/07/2016 • 12 H 23

Conta-me Uma História

O Sol e a peneira

Olá Margarida. Não sei se vou conseguir explicar o que se passa na nova fase da minha vida que estou a atravessar, mas talvez me possa ajudar. Tenho 47 anos, estou divorciada. Há quase dez anos que perdi o interesse por homens. Desde jovem que sempre me senti melhor na companhia de mulheres, mas sempre reprimi os meus instintos por achar que era pecado. Quando o meu marido me deixou por causa de outra mulher senti um grande desgosto. Mas quando passou, perdi a pouca atração que sentia pelo sexo oposto. Nos últimos meses envolvi-me com uma grande amiga mas não sei como enfrentar isto. Tenho vergonha de contar à minha filha e aos meus pais. Devo manter a minha vida pessoal em segredo? Alexandra, Setúbal

30/06/2016 • 12 H 28

Conta-me Uma História

Homens e maçãs

Tenho 38 anos e sou solteira. Tenho uma carreira espetacular, muitos amigos, toda a gente me diz que sou bonita e no entanto, há muitos anos que não tenho uma relação séria. Gostava muito de encontrar alguém com quem partilhar a minha vida, sou a única do meu grupo de faculdade que ainda não casou e sinto o apelo maternal cada vez mais forte. No entanto, a cada ano que passa, parece mais difícil… Os homens que nunca casaram parecem não querer mudar de vida e os recém-divorciados estão traumatizados e com medo de ter outra relação, ou então, querem andar a ‘varrer’ tudo. As minhas amigas dizem-me que sou boazinha demais com os homens, mas acho que o problema não está em mim, o mundo é que mudou muito, não acha? O que posso fazer para mudar o estado das coisas? Luísa Almeida, Lisboa

23/06/2016 • 12 H 21

Conta-me Uma História

O fardo do casamento

A história não é minha, mas aconteceu na minha rua e fiquei tão impressionada que decidi partilhá-la consigo. Vivo num bairro típico de Lisboa desde garota do qual nunca saí. Duas portas abaixo da minha mora uma senhora já com uma certa idade. Durante mais de 20 anos eu via entrar no prédio dela um outro vizinho do bairro que era casado com outra senhora com quem vivia. Foram amantes durante estes anos todos. Há cerca de seis meses a mulher dele morreu de cancro. Ele mudou-se para casa da amante e morreu 15 dias depois com um ataque de coração. Quer comentar? Carla Rodrigues, 31 anos

27/05/2016 • 14 H 46

Conta-me Uma História

Dono do coração

Tenho 45 anos, um casamento de dez, que terminou aos 36. Estive muito tempo sozinha, depois tive uma relação de dois anos quase sem sexo e uma breve aventura com um homem mais jovem do que eu sete anos, do género sexo sem amor. Ambas deixaram um sabor amargo, por motivos diferentes. O que fazem as mulheres “maduras”, educadas segundo valores tradicionais, acreditando na existência do amor, mas a quem a sociedade exige que sejamos modernas e aceitemos “relacionamentos” onde impera o descartável? Ninguém quer assumir compromissos, mas somos apetecíveis, porque supostamente estamos “desesperadas”. Haverá alguma esperança para nós? Irene
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