Opinião
Eu conto como foi: Vera Mónica
Uma artista imparável
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DOMINGO 11 ABRIL - 11H

Foi no Rio de Janeiro, no mês de Abril, de 1956, que nasceu a menina bonita Vera Mónica. Filha da fadista Lina Maria, andou sempre em viagens com a mãe, que cantava por todo o lado.

Em Luanda, Angola, espelha a sua juventude. E, muito bonita, começa a dar nas vistas. Estreia-se no Teatro Avenida, com a peça ‘Família até Certo Ponto', pela mão de Carlos Quintas e António do Cabo. E nunca mais pára.

Vi-a quando apareceu com os seus belíssimos trabalhos: ‘Só as Borboletas São Livres' (a contracenar com Vasco Morgado filho, apaixonam-se, são pais do Vasquinho e separam-se) ou ‘O Processo de Jesus' e ‘Antígona'.

Público e crítica aplaudiam as suas representações. Vem para Lisboa e Vasco Morgado (pai) convida-a para o elenco do musical ‘Godspell', de Stephen Schwartz e John-Michael Tebelak. Um espectáculo brilhante no Villaret, depois da incursão de sucesso no teatro de revista no Parque Mayer e no olhar certeiro do empresário Sérgio de Azevedo. Apontada como a grande revelação, ganha fama e proveito. São muitos os papéis inesquecíveis na revista: ‘Até Parece Mentira', ‘Põe-te na Bicha' ou ‘Para Trás Mija a Burra'. E Nuno Nazareth Fernandes inicia uma ligação amorosa com Vera.

Sérgio de Azevedo lança um golpe de sorte. No Trindade, faz a opereta ‘A Invasão', com Carlos Quintas. É imparável a sua participação no espectáculo, como actriz e cantora. Faz TV, grava discos e percorre o Mundo. Em 1996, depois da revista ‘Ai Quem Me Acode', no ABC, desaparece. Vive em Itália, onde reencontra o amor, representa e dá voz ao fado.

Em 2005 regressa a Portugal. É Filipe Lá Féria que a vai buscar para ‘A Canção de Lisboa', seguindo-se outros musicais, até o Teatro Maria Vitória na revista que ali está, ‘Agarra que é Honesto', ao lado de Heitor Lourenço. 

ELOGIOS PARA A ACTRIZ "VERSÁTIL"

Vera Mónica não é só uma artista querida do público, mas também é bastante elogiada pelos seus colegas de profissão. Laura Alves admirava o seu porte em cena. Já César de Oliveira, José Carlos Ary dos Santos ou Ivone Silva lhe chamavam: "Vera Mónica, a actriz versátil". Mas a artista poderá voltar a surpreender os portugueses e, como ela diz, regressar ao estrangeiro. E que falta vai Vera Mónica fazer ao teatro.  

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