Quem se pode dar ao luxo de comer de maneira sustentável?
Painel de especialistas lançou, no início do ano, orientações de como manter uma dieta saudável sem prejudicar o planeta. Mas 1,68 mil milhões de pessoas - mais de um quinto da população mundial - não tem dinheiro para a pagar.
É possível alimentar uma população de 10 mil milhões de pessoas com uma dieta saudável, sem prejudicar o planeta? A resposta é sim, mas a transformação de hábitos e produção de alimentos terá os seus custos.
O EAT-Lancet, um projeto que reuniu 37 dos mais conceituados cientistas do mundo em temas como a alimentação e a saúde, lançou orientações no início deste ano em como comer de maneira sustentável, reduzindo emissões de dióxido de carbono e o desperdício de comida.
Seguindo estas diretrizes, a dieta mais acessível aos bolsos custaria pouco mais de dois euros e meio (2,57€) por dia. O problema é que, segundo um estudo publicado no passado mês pela revista científica Lancet, a mudança de costumes não conseguiria ser suportada por 1,68 mil milhões de pessoas – mais de um quinto da população mundial.
Para os especialistas do diagnóstico, uma dieta-padrão saudável e planetária consistirá em aproximadamente 35% das calorias provenientes de grãos integrais e tubérculos, em ter nas plantas a principal origem da proteína (incluindo-se apenas cerca de 14 gramas de carne vermelha por dia), e no consumo de 500 gramas de vegetais e frutas por dia.
Isto levaria a uma redução de 50% do consumo de carne vermelha e açúcar e a um aumento de 50% de consumo de frutos secos, verduras, legumes e fruta. Tal poderia evitar a morte prematura de 11 milhões de pessoas em cada ano, reduzindo a morte de adultos entre 19% e 23,6%.
Mas, segundo o estudo recente publicado na Lancet, o custo de frutas e vegetais constituem também a maior fatia (31,2%) do custo que uma mudança de dieta teria nas carteiras de todo o mundo, seguida de legumes (18,7%), com carne, peixe e ovos a representarem apenas 15,2% de todo o dinheiro gasto em alimentação.
O mesmo refere que uma mudança para uma dieta saudável requer que alimentos saudáveis estejam "disponíveis e acessíveis" a populações mais desfavorecidas e que esse mesmo aspeto é reconhecido pela Comissão EAT-Lancet, embora o relatório inicial não tenha tido em conta a "acessibilidade de uma dieta saudável de referência".
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