Enfarte do miocárdio pode ser confundido com dores musculares e ansiedade
Doentes só procuram ajuda médica 140 minutos depois dos primeiro sintomas.
"Os doentes tendem a reconhecer os sintomas e a procurar os cuidados médicos demasiado tarde, em média 140 minutos após o início dos sintomas, comprometendo de forma definitiva o seu prognóstico. E o diagnóstico precoce e o tratamento imediato do doente são determinantes para salvar o músculo cardíaco e evitar a morte das suas células, reduzindo de forma significativa a taxa de mortalidade e complicações", explica.
José Poças, de 42 anos, sofreu um enfarte há pouco mais de um ano. Acordou com náuseas, suores frios e diarreia. A dor no peito surgiu 30 minutos depois, já no hospital, em Oliveira do Hospital. "Para o médico, a dor no peito era distensão muscular e a diarreia, gastroenterite. A minha sorte foi que, às 08h00, o turno daquele médico chegou ao fim.
O médico que entrou ao serviço mandou-me fazer um eletrocardiograma, que revelou um enfarte agudo do miocárdio", recorda. Acabou por ser submetido a um cateterismo no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.
DISCURSO DIRETO
Sílvia Monteiro, cardiologista
"A maior parte recupera"
CM: Em que doentes o diagnóstico tardio é mais preocupante?
Sílvia Monteiro - Nas mulheres os sintomas nem sempre são típicos de Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) e podem ser confundidos com outras patologias, sendo difícil o seu diagnóstico diferencial.
- Os EAM são mais frequentes nos homens?
- Nas mulheres, tendem a ocorrer 10 anos mais tarde do que nos homens, mas acaba por haver mais mulheres do que homens com doença coronária.
- Recupera-se totalmente?
- Felizmente, a maior parte dos doentes apresenta uma recuperação total.
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